dia tranqüilo, banho, escova de dente, café da manhã. roupa de trabalhar, abre a janela, sol e vento gelado, óculos do brechó, remédios da manhã, escova de dente, manchete de jornal, celular em um bolso, crachá no outro, mochila da corrida nas costas. para na sala e respira, celular na mão, um aperto de botão, Como é bom estar no horário. escorre um dedo pela tela, três novas mensagens. carro, kiss fm, boa música, vento na cara e sol na moleira, sinais verdes, 9 de julho, boa música, um lembrete, um pensamento, Tudo esta muito leve. alameda franca, para antes da faixa, atravessa a senhora e o homem atrasado, um apressado buzina, Filho da puta. sinal da cruz, começa uma dos stones, descendo a padre joão manoel. Alguma rua nobre em tel aviv deve ser parecida com isso pelas manhãs, Mas que belo dia, olha pro rádio, um pouco adiantado. um monza! surgiu do nada, de uma garagem estreita, Merda, atravessou a rua, queria dobrar a esquina logo ali. o pneu cantou, batida, olho pro monza, Não deve haver monza em tel aviv. - bateu no meu carro vai ter que pagar, não fez nada senhor. Como deve ser o trânsito em tel aviv? fez sim olha aqui, ó. mas encostei aqui desse lado, ó. e aqui não tem nada. bateu atrás ta errado. c.e.t. gordo, provavelmente da zona sul, mistura de carioca, com paulistano da gema. fala alto e de longe. O seu mohamed, deixa o menino. ta na cara que do lado da batida não aconteceu nada. como o senhor disse? mohamed! ué, lá nas palestina seis num são tudo mohamed! acho melhor eu seguir meu caminho. faz isso mesmo, deixa o menino em paz. e você ai vai devagar. carro, cinto, olho no relógio. Merda, atrasado de novo. estados unidos, cidade jardim, eric clapton, grande sorriso amarelo. Não deve haver muitos mohamedes em tel aviv.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
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